Prevenção

Desde o início da nossa história que recebemos crianças aos 5 anos de idade e nos responsabilizamos por desenvolver um acompanhamento de prevenção, em média, até aos 14 anos. Orgulhamo-nos de 94% dos pacientes neste programa não terem desenvolvido qualquer cárie.
O programa consiste em:
    • Ensino de técnicas de escovagem
    • Profilaxia com aplicação local de flúor e selante de fissuras dentárias
    • Educação alimentar
    • Restauração minimamente invasiva de cáries em fase inicial
    • Ortodontia interceptiva

Cárie Dentária

O que é a Cárie Dentária?

É uma doença infecciosa multifactorial, caracterizada por uma destruição das estruturas dentárias, que origina cavidades e perdas dentárias.
As bactérias que lhe dão origem aglomeram-se numa película extremamente aderente às superfícies dentárias e também ao dorso da língua, formando uma estrutura chamada placa bacteriana.
A velocidade da progressão das lesões é variável e está relacionada com factores genéticos, anatómicos, dietéticos, hábitos familiares e sociais, entre outros.
A cárie dentária pode levar a sérias complicações na boca, como abcessos, ou em outras partes do corpo, provocando patologias no coração, rins, articulações e noutros órgãos.

Como se previne a Cárie Dentária?

A prática de uma boa higiene oral, o uso do flúor, a aplicação de selante de fissuras e uma redução no consumo de açúcares são medidas eficazes para a maioria da população.
Os hábitos de higiene oral incluem uma técnica correcta de escovagem (realizada pelo menos duas vezes ao dia) e o uso de fio dentário/escovilhão após as refeições e principalmente antes de deitar.
O flúor fortalece o esmalte do dente, favorece a remineralização das lesões de cárie iniciais e inibe o metabolismo bacteriano.
O selante de fissuras é um método preventivo que consiste na aplicação de uma resina, com o objectivo de isolar as fissuras dos dentes do seu contacto com o ambiente oral, evitando assim o aparecimento das lesões de cárie dentária.
Uma dieta muito rica em açúcares leva geralmente a uma alta incidência de cárie. Devem-se, por isso adoptar as seguintes recomendações:
1. Disciplinar o consumo de alimentos que tenham açúcar (não os ingerir no intervalo das refeições e evitar os mais adesivos).
2. Reduzir a frequência da ingestão de açúcares.
3. Substituir o açúcar por edulcorantes (p. ex. xilitol, sorbitol).
4. Dar a conhecer, o mais tarde possível, o sabor doce às crianças.
As bebidas açucaradas, ácidas e/ou gaseificadas, ingeridas no biberão, de maneira prolongada e frequente, podem levar ao aparecimento de “cáries de biberão” com efeitos catastróficos.

Conselhos para uma boa higiene oral

• Escove os seus dentes 2 a 3 vezes por dia durante, pelo menos, 2 minutos.
• Limpe também os espaços entre os dentes com fita ou fio dentário e/ou escovilhões, de acordo com as técnicas recomendadas.
• Escolha uma escova de dentes adaptada e não se esqueça de a substituir de 3 em 3 meses (no máximo).
• Faça uma alimentação saudável e equilibrada, evitando consumir doces entre as refeições e, se o fizer, escove os dentes logo de seguida.
• Assegure um fornecimento regular de flúor aos seus dentes através da utilização de um dentífrico com flúor.
• Para completar a sua higiene oral diária, pode bochechar com um colutório com flúor.
• Não fume.
• Consulte o seu dentista ou higienista oral regularmente, de 6 em 6 meses, ou de acordo com as suas necessidades.

Como surge a Cárie Dentária?

A cárie dentária é uma doença causada pela dissolução ou desmineralização do esmalte dentário, através dos ácidos bucais.
Os ácidos são produzidos pelas bactérias da placa bacteriana, durante a fermentação dos hidratos de carbono, principalmente do açúcar, na cavidade oral.
Contudo, para que a doença se desenvolva, os ataques ácidos devem ser repetidos durante um certo período de tempo.
Mesmo assim, a cárie não é uma consequência inevitável.
A saliva neutraliza gradualmente os ácidos, propiciando desse modo a restituição dos iões de cálcio e de fosfato do meio bucal, contribuindo para o reforço da estrutura do esmalte, ou seja, favorecendo a remineralização.
Consequentemente, a cárie dentária desenvolve-se somente quando a intensidade da desmineralização, durante um período de tempo, excede a da remineralização.

Como se tratam as Cáries?

Devemos dar importância ao diagnóstico e tratamento precoce da cárie dentária, pois sabemos que, quanto mais desenvolvido o processo patológico mais complexos e dispendiosos serão os procedimentos restauradores.
As lesões de cárie inicial, geralmente denominadas lesões brancas, quando diagnosticadas precocemente, são frequentemente controladas com tratamentos à base de flúor.
Quando existe uma cavidade de cárie, é necessário remover o tecido contaminado e colocar uma restauração adequada. Se a lesão de cárie for profunda, poderá ser necessário desvitalizar o dente e colocar uma coroa. Em casos limite a extracção do dente é indicada, e a peça dentária deverá ser substituída por um implante ou por uma prótese removível dentária.

Doença Periodontal

Doença Periodontal

A doença periodontal (gengival), que inclui a gengivite e a periodontite, consiste numa infecção bacteriana crónica que, quando não tratada, pode provocar a perda dentária. Esta doença afecta mais de 50% da população e é causada, principalmente, pela placa bacteriana que se acumula sobre os dentes e gengivas. Existem, no entanto, outros factores que contribuem para o agravar da doença periodontal, tais como:
• Tabaco
• Diabetes não controladas
• Susceptibilidade genética


A placa bacteriana

A placa bacteriana é uma massa branca que se forma sobre os dentes e gengivas e que é constituída essencialmente por saliva, restos alimentares e bactérias. A sua remoção diária é essencial e deve ser feita através da escovagem, fio/fita dentária ou utilizando outros acessórios como por exemplo o escovilhão.


Manutenção do tratamento periodontal

A doença periodontal é uma afecção crónica e, como tal, não tem cura. É, então, fundamental seguir-se um programa de manutenção apertado cujo intervalo varia consoante o caso e a susceptibilidade do paciente para recidivas. Nas consultas de manutenção pretende-se monitorizar o controlo de placa bacteriana por parte do paciente, bem como pesquisar sinais de inflamação gengival e, caso existam, agir em conformidade.


Consequências da doença periodontal a nível sistémico

• Diabetes
• Enfarte do miocárdio
• Partos pré-termo e de baixo peso
• Infecções respiratórias
• Artrite reumatóide

Sinais da doença

• Inflamação das gengivas (inchaço, cor mais vermelha)
• Sangramento gengival
• Mobilidade dentária
• Hipersensibilidade dentária
• Mau hálito

Tipos de doença periodontal
Gengivite

A gengivite é a forma menos severa da doença periodontal. Nesta fase, as gengivas apresentam-se vermelhas, inchadas e com tendência para sangrar. Trata-se de uma situação reversível, pouco desconfortável e frequentemente causada por higiene oral incorrecta.

Periodontite

Nos indivíduos susceptíveis, a gengivite não tratada pode evoluir para periodontite. Nestes casos, o osso de suporte do dente “foge” da gengiva doente (é reabsorvido) e os dentes começam a ter mobilidade. Durante o processo, as gengivas descolam das raízes dos dentes formando bolsas periodontais, o que facilita a acumulação de bactérias e tártaro por debaixo das gengivas. Esta doença é vulgarmente conhecida como “piorreia”.

Prevenção das doenças periodontais

A prevenção das doenças periodontais é feita através de uma higiene oral correcta por parte dos pacientes e nas consultas de controlo feitas pelo Médico Dentista ou Higienista Oral com um período de intervalo máximo de 6 meses.
Etiologicamente considera-se a placa bacteriana como o principal agente causal, no entanto, a susceptibilidade de cada indivíduo, o tabagismo e doenças sistémicas como a diabetes não controlada ajudam a compreender por que razão, para a mesma quantidade e qualidade de placa bacteriana, alguns indivíduos desenvolvem formas severas de doença e outros não.
Muito interessante é o facto de hoje em dia se ter demonstrado que, não só as doenças periodontais são influenciadas por condições sistémicas, como também elas próprias aumentam a prevalência e severidade da diabetes, do enfarte do miocárdio, e até de partos pré-termo de baixo peso.

Tratamento das doenças periodontais

Nos casos menos severos (Gengivites), pode ser suficiente a remoção de placa bacteriana e tártaro na superfície dentária por parte do Médico Dentista / Higienista associado a uma eficaz higienização oral diária pelo paciente.
Nas periodontites, o tratamento passa pela descontaminação dos locais afectados, de forma a controlar a infecção instalada. Nesta situação está indicada a realização de destartarização e alisamentos radiculares nos locais afectados (com bolsas periodontais).
Nos casos mais severos, onde as bolsas periodontais são muito profundas e a perda óssea muito avançada, torna-se tecnicamente difícil fazer o alisamento radicular sem afastar a gengiva de forma a visualizar a área. Nessas situações está indicada a realização de uma pequena cirurgia para expor as raízes e assim ter um acesso mais eficaz na descontaminação das mesmas.
A cirurgia periodontal permite ainda alterar a forma das gengivas de modo a tornar mais fácil a manutenção de uma situação saudável e em certos casos permite até recorrer a técnicas de regeneração para recuperar osso de suporte previamente destruído pela doença.